1

No final, o que importa?


Denise Alves


São tantos os estímulos, tanta as direções possíveis e muitas as escolhas que precisamos fazer durante o curto período de tempo que vivemos aqui na Terra, e sabemos que cada decisão que tomamos nos levará em um determinado caminho, anulando e desmanchando todos os outros. É como se, enquanto estamos parados houvesse uma infinidade de trajetos possíveis descortinados a nossa frente, mas no exato segundo que nos movemos na direção de um deles, ou seja, escolhemos algum, os demais desaparecem, são apagados, virou passado, está inacessível.
Por essa razão considero muito importante refletir sobre quais são as decisões que de fato importam/fazem diferença na construção de uma vida cristã alinhada com a Bíblia. Lembra desse texto: “Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. No entanto existem vários tipos de materiais que podem ser usados para construir sobre esse alicerce. Alguns usam ouro, prata e pedras preciosas; e outros constroem com madeira, com feno e até mesmo com palha” (I Co 3.11-12)
Uma vez que estamos em Cristo, como devemos construir/viver? O que de fato vai importar no dia de prestação de contas? Quais os critérios que serão utilizados? Sei que há muitas teorias a respeito mas quero hoje destacar alguns textos para a nossa reflexão.
Mas quando o Filho do Homem vier em sua glória com todos os seus anjos, eles se assentará no seu trono de glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele e ele separar

á as pessoas, como um pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes a sua esquerda. Então o Rei dirá àqueles à sua direita: Venham benditos do meu Pai, para o reino preparado para vocês desde a criação do mundo. Porque eu tive fome e vocês me deram de comer, tive sede e vocês me deram de beber, eu era um estranho e vocês me convidaram para suas casas, estive nu e vocês me vestiram, eu estive doente e vocês cuidaram de mim, estive na prisão e vocês me visitaram. Então os justos responderão: Senhor quando fomos que vimos o Senhor com fome, ou com sede, ou estranho e o socorremos, ou nu e o vestimos, e quando foi que o vimos doente ou preso? E o Rei lhes dirá: Digo a verdade a vocês, quando vocês fizeram isso ao menor destes meus irmãos, estavam fazendo a mim” (Mt 25.31-40)
E o texto continua mostrando o lamento daqueles que não foram aceitos, ao que o Senhor responde: “Digo a verdade a vocês, quando se recusaram a socorrer ao menor dos meus irmãos, vocês estavam se recusando a ajudam a mim” (v. 45).
Observe que final, no dia de acerto de contas, o Senhor não procurou saber quem prosperou na terra e se tornou milionário, nunca adoeceu, ou quantas horas de oração passou de joelhos? Ele não levou em consideração sequer quem era pastor, missionário, falava em outras línguas ou se ofertava na igreja. Apesar de todos terem por base o Senhor ele considerou 'de valor' as atitudes citadas acima, atitudes alinhadas com o amor ao próximo.
Pensamento corroborado por Tiago: De que adianta ter fé se não houver obras? “Mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tg 2.18). Que tipo de obras? Aquela que prioriza o outro. Quando perguntado pelos discípulos qual seria o mandamento mais importante a ser cumprido, Jesus diversas vezes respondeu: O amor. Primeiro a Deus e depois pelos outros. “Nisso se cumpre toda a Lei” (Mt 22.40)
Daí surge minha inquietação: porque a Igreja, que se autodenomina representante de Deus na Terra, gasta tanto tempo ensinando coisas que no final nem sequer serão consideradas por Deus. Porque textos como esses pouco fazem parte do dia-dia litúrgico? Será que de fato estamos vivendo o evangelho do Senhor Jesus, ou como disse Paulo, já estamos pregando um “outro evangelho”(Gl 1.9)?
“No dia do juízo muitos me dirão: Senhor, Senhor, não profetizamos a seu respeito e usamos o seu nome para expulsar demônios e para fazer muitos milagres? Mas eu responderei, Vocês nunca foram meus, vão embora porque suas obras são más.” (Mt 7.22-23).
Estamos escolhendo bem o tipo de material a ser usado na construção de nossa vida com Deus? Estamos fazendo bom uso do nosso tempo na Terra ao fazer as escolhas certas ou estamos apenas perdendo tempo ao tomar a direção errada? Fica o alerta da santa ceia: Examine pois o homem a si mesmo (I Co 11.28), pois cada um dará conta de si mesmo a Deus. (Rm 14.12)
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós.


Um comentário:

  1. As vezes o nós meros mortais tem os o desejo de sermos SANTO e esquecemos de sermos GENTE. Trazemos em nossas mãos pedras que exercem mais fascínio do que o PERDÃO DE DEUS. Não temos humildade suficiente para abaixar e lavar os pés empoeirados de alguém, ou levantar-lhe daquela situação e a nossa "SANTIDADE" nos faz passar de Largo do necessitado e aflito... Isso que o EVANGELHO me CONSTRAGE, A SER SANTO, MAS SER HUMANO, A SER CRISTÃO, MAS A SER PRÓXIMO... QUE DEUS NA SUA INFINITA MISIERICORDIA TE ABENÇOE MUITO POR ESTA MENSAGEM INSPIRADORA. E nos ajude. Sempre. Um abraço.

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar, volte sempre!

Clique aqui e escolha a sua no Site TonyGifsJavas.com.br
Conheça a história da Assembléia de Deus de Sergipe



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
A MULHER SEGUNDO CORAÇÃO DE DEUS!